Vícios de direção podem ser evitados.

19/07/2021
Quem é motorista há um bom tempo costuma desenvolver hábitos que, sem perceber, se tornam vícios de direção.

Saiba que alguns são inofensivos, porém outros acarretam problemas não só para a mecânica do caminhão, mas também aumentam a probabilidade de acidentes graves acontecerem. Felizmente, essas práticas não são tão difíceis de mudar. Basta que você preste atenção enquanto dirige e observe de que maneira conduz o veículo. Para ajudá-lo nessa missão, reunimos os principais vícios de direção que você precisa abandonar para garantir viagens tranquilas e sem empecilhos. Confira!

 Ignorar as luzes de alerta

As luzes de alerta que acendem no painel não estão lá à toa. Elas servem para indicar a “saúde” do caminhão, ou seja, se existe um fluido ou peça exigindo troca ou atenção imediata (bateria fraca, injeção eletrônica, superaquecimento do motor etc.).

Ignorar a luz do sistema de freios, por exemplo, pode colocar em risco a sua segurança e a de terceiros, pois ela está apontando sobre o risco de pane no meio do trajeto.

Examine o manual do veículo e pesquise sobre os ícones do painel e seus respectivos significados para saber o que pode acontecer com seu caminhão durante as corridas.

Andar com o tanque na reserva

Como o preço do combustível ainda nas alturas, muitos condutores adiam o abastecimento o máximo que podem, percorrendo com o tanque na reserva de forma proposital.

Só que essa ânsia de fazer economia pode custar caro, na medida em que esse vício compromete o funcionamento da bomba de diesel, encurtando seu período de troca. Além disso, esse péssimo hábito pode gerar multa grave se o veículo parar no meio do trânsito por pane seca.

 Usar óleo vencido

Assim como acontece com andar na reserva, não trocar o óleo no tempo determinado pode prejudicar o funcionamento do motor, pois esse produto é fundamental para lubrificar os componentes do sistema.

Com o passar do tempo, o fluido torna-se bastante viscoso, reduzindo sua capacidade de circulação em torno das peças internas. Isso sobrecarrega o motor até o ponto de ele estragar, forçando uma troca nada barata para o motorista.

 Dirigir com uma das mãos apoiada na alavanca do câmbio

Alguns caminhoneiros têm o péssimo hábito de deixar uma das mãos sobre a alavanca de câmbio. De início, essa prática parece ser inofensiva, mas existem dois problemas que podem surgir por conta desse vício.

O primeiro é a alta probabilidade de ser multado. Além disso, esse hábito causa desgaste no trambulador, componente responsável por mudar as marchas, o que dificulta a troca de velocidade e danifica as engrenagens do componente. Fique atento!

 Acelerar ou frear bruscamente

Guiar com pé pesado, acelerando ou freando de forma brusca a qualquer sinal de trânsito livre ou parado, é arriscado para você e para o seu caminhão. Esse péssimo hábito deteriora os freios e os componentes homocinéticos, o que reduz a durabilidade dessas peças e estica o tempo necessário para a frenagem completa do veículo.

Acelerar antes de desligar o motor

Esse costume vem da época dos motores carburados, que tinham bombas que demoravam para puxar ou injetar diesel, atrapalhando a partida em dias frios. Ainda bem que hoje não é mais necessário acelerar antes de desligar o motor, pois todos os caminhões da atualidade têm injeção eletrônica justamente para isso.

Quando o caminhoneiro tem esse vício, o combustível é direcionado para a câmera de combustão e se concentra ali. Logo, se o veículo for desligado em seguida, essa solução corroerá o sistema, pois ela contamina o óleo do motor com resíduos e desgasta o catalisador.

Esquecer-se de calibrar os pneus

O caminhão exige uma calibração específica para os seus pneus, ou seja, a pressão ideal para que eles aguentem o peso da máquina e tenham a força necessária para movê-la. A negligência constante desses componentes faz com que as peças da suspensão sejam prejudicadas, abreviando a vida útil desse sistema.

Sem contar que rodar com pneus murchos ou acima da carga tolerável compromete a direção e o consumo, tornando-o pesado para manobras e pouco econômico.

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