Setor caminhoneiro critica governo e prevê multas em massa

17/11/2021
1,5 milhão de motoristas precisam fazer exames toxicológicos, estima setor; secretário cancelou participação em debate na Câmara

O presidente da Associação Brasileira de Caminhoneiros, José da Fonseca, acusou nesta terça-feira (16/11) o governo Bolsonaro de se omitir em um assunto caro aos caminhoneiros: a provável aplicação automática de multas aos profissionais no próximo mês, por atraso no exame toxicológico. Mais cedo, o secretário nacional de Trânsito, Frederico de Moura, cancelou sua participação em uma audiência pública na Câmara sobre o tema, que aconteceria nesta quarta-feira (17/11).

Segundo Fonseca, o governo deveria fazer campanhas publicitárias para informar os motoristas das classes C, D e E que o atraso em exames toxicológicos pode gerar uma multa automática de R$ 1,4 mil em breve. Esta seria uma das perguntas que o presidente da Abcam faria ao secretário nacional de Trânsito na Câmara.

“Sem dúvida o governo não quer ficar mal com os caminhoneiros. A partir de dezembro vai ter multa automática. Como vai ser a vida do caminhoneiro por causa de uma pessoa que está segurando isso? Eu perguntaria isso para ele na reunião. O secretário disse que não vai à audiência e nem mandou um representante. É difícil de conversar com ele, ele não dá posição de nada, não resolve nada”, disse, criticando Frederico de Moura, secretário nacional de Trânsito e subordinado ao Ministério da Infraestrutura. O setor estima que cerca de 1,5 milhão de motoristas precisam fazer exames toxicológicos. O deputado Juscelino Filho, do DEM do Maranhão, que pediu a audiência pública na Câmara, afirmou que o impacto das multas automáticas ao setor pode ser de R$ 3 bilhões.

Fonseca afirmou também que o governo não tem dado respostas sobre uma fila de 500 mil habilitações à espera de renovação. Isso também pode gerar multas em breve a esses motoristas.

 

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