CNT divulga estudo sobre transporte e economia

17/12/2019

A CNT (Confederação Nacional do Transporte) lançou uma nova edição do estudo Transporte em Números. E de acordo com os dados, apesar da economia ter avançado timidamente no sentido de uma recuperação o setor de transporte teve um desempenho ruim.

De janeiro a setembro de 2019, o PIB (Produto Interno Bruto) do transporte caiu 0,1% enquanto o do Brasil subiu 1,0%. No mesmo período, os modos terrestre e aéreo registraram desempenho negativo, comparado com igual período do ano anterior. Apenas o aquaviário registrou um crescimento de 2,3%, na mesma base de comparação.

A publicação consolida informações do cenário macroeconômico brasileiro e do desempenho do setor transportador. Além disso, mostra o panorama em relação à economia em 2019, os reflexos para o transporte e como o setor tem enfrentado dificuldade, além de análises referentes a anos anteriores.

Crescimento insuficiente

Nitidamente, o segmento rodoviário ainda se ressente da fraca demanda por bens e serviços, que perdura no Brasil há quase três anos. Um indicativo dessa estagnação está no fluxo de veículos nas rodovias pedagiadas do Brasil. Apesar de ter registrado crescimento de janeiro a outubro deste ano, não teve desempenho suficiente para repor os prejuízos da recessão e devolver o fluxo ao patamar pré-recessão, em 2014. O volume de veículos leves cresceu 3,8%, e o de pesados, 4,5%, comparados com igual período do ano anterior.

Além disso, dados da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) mostram que, de janeiro a outubro de 2019, a produção ferroviária brasileira total caiu 11,8% em toneladas úteis transportadas (TU), na comparação com igual período de 2018. A CNT avalia que o modal ferroviário foi influenciado, possivelmente, pela desativação de barragens da Vale, após o rompimento da barragem em Brumadinho (MG), e por problemas estruturais com outras barragens no país.

“O transporte é um termômetro crucial da economia. Afinal, transportamos aquilo que é produzido no país. E, apesar de a economia apresentar indícios de leve recuperação, o setor ainda sente os efeitos da recessão econômica, tendo em vista que a procura por serviços de transporte permanece baixa no país”, comenta o presidente da CNT, Vander Costa.

Por frotacia

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